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SUDESTE / SUL
31ª ROMARIA DOS TRABALHADORES E DAS TRABALHADORAS
 
 
Por  Antonia Carrara

 

Resultado de imagem para romaria dos trabalhadores aparecida

A Romaria acontece todos os anos em 7 de setembro. Reúne milhares de pessoas que partem de várias localidades de São Paulo e dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Seguem para o Santuário de Aparecida – São Paulo. 

O tema deste ano foi: O povo trabalhador, com esperança, fé e ação derruba o sistema de maldade e exploração. Umtema fala dos sinais de esperança e das conquistas da classe trabalhadora. Em tempos de retirada de direitos, mostramos que o povo trabalhador sempre reagiu e que assim continuará e que, muito embora suas conquistas nem sempre sejam noticiadas, elas existem na história e no presente e nos cabe valorizá-las e divulgá-las. Anunciar conquistas é lembrar a força da classe trabalhadora. E lembrar que essa força pode ir derrubando as maldades do sistema capitalista. Como disse o Papa Francisco: “Este sistema é insuportável ...” 

Desde o ano de 1995, quando ocorreu o 1º Grito dos Excluídos, esta Romaria ocorre em conjunto com o mesmo. O Grito das excluídas e dos excluídos está em eu 24ª. edição e neste ano o lema apresentado foi: Desigualdade gera violência. Chega de privilégios! 

A programação de romeiros e romeiras começa bem cedo no Porto Itaguaçu, local onde historicamente foi encontrada a imagem de Nossa Senhora por pescadores em 1717. Foi onde a mística realizada pela PO da diocese de Caxias/RJ animou o povo presente para a caminhada, que como em todos os anos percorre o percurso do Porto Itaguaçu até a Basílica. É uma caminhada repleta de alegria, com cantos, rezas e anúncios; mas também cheia de reflexões sobre a vida do povo trabalhador, com denúncias, palavras de ordem e alertas sobre a situação de nosso país.

O momento de grande animação, emoção e explosão de força militante é quando a caminhada com a imagem de Nossa Senhora à frente, se encontra com o grande grupo que nos espera para juntos e juntas realizarmos o Grito das excluídas e dos excluídos. “Desigualdade gera violência: basta de privilégios!” foi o grito ecoado por milhares, no espaço do Santuário Nacional de Aparecida. Diversas pastorais sociais e movimentos populares denunciaram o Estado e o capitalismo como culpados pelas mortes, desemprego e todo tipo de violência contra o povo trabalhador. Esses milhares também gritaram por um projeto popular para o Brasil e mais que isto, por vida digna e plena para todas e todos.

Encerrando a programação, a missa dos romeiros trabalhadores, na Basílica de Aparecida, foi presidida por Dom Francesco Biasin, Bispo da diocese de Volta Redonda/RJ. Em sua homilia, Dom Francesco ressaltou que a sociedade em que vivemos coloca pessoas à margem, sem direito à educação, ao trabalho e outras necessidades da vida. Afirma que “ o sistema coloca os lucros acima das pessoas, fazendo do ser humano, algo que pode ser usado e depois jogado fora. Muitos estão desempregados e injustiçados pela reforma trabalhista.” O Bispo porém, nos conclama à esperança, ao afirmar que os sonhos devem ser coletivos e que para os que não têm força, devemos gritar por eles. Nos alerta também sobre as eleições, para que possamos votar com o cuidado de não colocar candidatos errados para governar e legislar em nosso país.

Ao final da missa, foi lido um texto trazido por integrantes da Diocese de Volta Redonda/RJ, trazendo agradecimentos e também animação para as lutas do dia a dia.

Dom Reginaldo Andrietta, Bispo de Jales e referencial para a Pastoral Operária nacional acompanhou toda a programação, com palavras animadoras e propositivas, desde o encontro no Porto Itaguaçu, caminhando com o povo o tempo todo e concelebrando com Dom Francesco Biasin.

 
 

TEXTO PARA O FINAL DA MISSA

 

            Neste dia em que celebramos a 31ª Romaria dos Trabalhadores e o 24º Grito dos Excluídos, reunidos neste santuário nacional, queremos, juntos com todos, agradecer a Deus o dom de nossas vidas e a graça de sermos chamados a viver como filhos e filhas de Deus.

Agradecemos o discernimento para buscarmos uma sociedade que promova a vida, superando a violência das desigualdades que privilegia alguns e deixa a maioria em grandes sofrimentos.

            Bendizemos a Deus por todos e todas que diariamente lutam por direitos e participação na família, na igreja, na política, na sociedade e em toda parte.

            Louvamos o Senhor por todo o povo trabalhador que no empenho do seu trabalho, com coragem, com fé e unido vai construindo um novo sistema onde não haja exploração, mas justiça, onde não haja maldade, mas fraternidade.

            Convidamos a todos os trabalhadores e trabalhadoras, os excluídos e excluídas para permanecerem firmes em suas lutas, atuando junto com todas as demais organizações e instituições da sociedade que buscam um mundo justo e fraterno para combaterem com humildade e firmeza as injustiças, violências, privilégios, exploração, desigualdades, para que a vida floresça em todo nosso país e no mundo.

            Queremos ser sal e luz do mundo, para que muitos irmãos e irmãs, excluídos e trabalhadores, tornem-se discípulos e missionários de Jesus de Nazaré, o Filho de Maria, e possamos respeitar e cuidar de nossa casa comum para o bem de toda criação.

            Neste dia que comemoramos a Independência do Brasil, desejamos que as eleições, que daqui a um mês se realizarão, sejam oportunidade para elegermos pessoas que de fato se colocarão a serviço de um país verdadeiramente livre de qualquer poder opressor e explorador.

            Que a Virgem Maria, Mãe de Jesus e nossa, que invocamos aqui como Nossa Senhora Aparecida, interceda junto ao Pai por todos nós para que nos tornemos verdadeiros irmãos e irmãs.

            Saudamos a todos os excluídos e excluídas, a todos os trabalhadores e trabalhadoras e a todas as pessoas de boa vontade que lutam por um mundo justo, fraterno e solidário!

            Nosso grande abraço fraterno a todos e todas!

 
Aparecida, SP, 07 de setembro de 2018.
 

    

 
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