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NORDESTE / NORTE
A LUTA DAS MULHERES AMAZÔNICAS CONTRA A VIOLÊNCIA

 

 Domitila da Silva Pereira & Luzanira Varela da Silva [PO Manaus]. 

Em uma sociedade patriarcal e machista como a nossa, a violência contra a mulher é tratada como ato legítimo que deve ser mantido no âmbito privado para garantir ao agressor controle das nossas vidas e dos nossos corpos. Assim, não é surpreendente que o Brasil ocupe a 5ª. posição no ranking de violência contra a mulher, segundo os dados da Organização Mundial da Saúde – OMS[1], ficando atrás apenas de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia. Já o mapa da violência de 2015, nos traz dados preocupantes sobre ser mulher no Brasil: entre 2006 e 2013 diz que a região norte é a região menos segura para uma mulher viver, com taxa de 54% de homicídio.

Trazendo para o contexto amazônico, mais especificamente a cidade de Manaus, segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas – SSP/AM no período de janeiro a outubro de 2016, o índice de violência contra a mulher aumentou 17,4% em comparação com o ano anterior, com registro de 12.844 casos. Um número pouco acima do registrado em 2015, quando a SSP registrou 10.939 casos. Os tipos de violência mais frequentes foram: ameaça, injúria e lesão. Com uma população superior a 2 milhões de habitantes, possui somente uma Delegacia Especializada, localizada na zona centro-sul e uma delegacia anexa na zona norte, tornando evidente que a rede de proteção de combate à violência contra a mulher ainda é muito frágil. Essa fragilidade sustenta-se na política oligárquica estabelecida, que remete somente aos interesses de pequenos grupos.

Em contrapartida, os movimentos sociais, especialmente de mulheres e feministas vêm arduamente remexer com essas estruturas por meios de manifestações e ações formatadas dentro de organizações da sociedade civil tais quais como fóruns, conselhos, câmaras técnicas. Essas organizações e ações são responsáveis em fazer o controle social, assim pressionando o Estado em exercer o seu papel como agente executor das políticas públicas.

 

[1] Estudo multi-país da OMS sobre saúde das mulheres e violência doméstica de 2005 (http://www.compromissoeatitude.org.br/wp-content/uploads/2012/08/OMS_estudiomultipais_resumendelinforme1.pdf)

 

 
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