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Comunidade, sociedade e economia de comunhão [Dom Reginaldo]

 

Dom Reginaldo Andrietta

Bispo Diocesano de Jales

Nos dias atuais, tornou-se corriqueiro atribuir o conceito de comunidade a muitíssimos agrupamentos de pessoas, muito além do contexto religioso, no qual é usual. O mundo profissional, acadêmico, esportivo, político e midiático incorporou-o. No Brasil, esse conceito se difundiu sobretudo por influência da Igreja Católica, cujo fundamento é essencialmente comunitário. Em que medida essa ampla aplicação do conceito de comunidade está ajudando a sociedade a se estruturar comunitariamente, por exemplo, no campo da economia?

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Essa questão é importante para todas as esferas sociais que valorizam a comunitariedade. Afinal, se o estilo comunitário de vida é um valor, que tal aplicá-lo em todos os âmbitos da sociedade? Para a Igreja, essa questão é crucial, afinal é sua missão promover comunhão interpessoal e social. Sendo este seu “DNA”, qual deve ser o impacto societário de sua proposta comunitária? As “comunidades”, seculares ou religiosas, se propõem transpor os limites de suas motivações particulares, para construir um projeto societário cooperativo?

É evidente que um projeto desse tipo se concretiza, progressivamente, desde o nível local ou setorial. Mas, a estratégia deve ser global. A humanidade toda necessita aprender o valor da cooperação, pois a engrenagem do mundo não funciona assim. A ideologia da concorrência impera e é pouco, ainda, questionada. Muitos economistas e políticos a defendem “cegamente”. O caos social gerado pela extrema liberdade de mercado comprova o falso profetismo do desenvolvimento econômico sem desenvolvimento humano integral e sustentável.

Assim sendo, todas as áreas da sociedade que, de fato, pretendem ser “comunidades”, têm por vocação colaborar para que o mundo, prioritariamente econômico, se desenvolva em moldes cooperativos. Setores juvenis são particularmente importantes para essa empreitada. Por isso, o Papa Francisco está convocando jovens economistas de todo o mundo para um encontro em Assis, na Itália, em março de 2020, que dê a conhecer quem está estudando e buscando colocar em prática, conforme diz ele, “uma economia diferente”, sem exclusões.

“Hoje, mais do que nunca, tudo está intimamente conectado e a salvaguarda do ambiente não pode ser separada da justiça para com os pobres e da solução dos problemas estruturais da economia mundial. É necessário, portanto, corrigir os modelos de crescimento incapazes de garantir o respeito ao meio ambiente, o acolhimento da vida, o cuidado da família, a equidade social, a dignidade dos trabalhadores e os direitos das futuras gerações.” Esse desafio apontado pelo Papa para o encontro de Assis, interpela a assim chamada, “comunidade internacional”.

A Igreja no Brasil é contundente nesse campo, reconhecendo em suas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, que “vivemos num sistema social e econômico que é injusto na sua raiz” e que o mal está “cristalizado nas estruturas sociais injustas que, em si mesmas, geram exclusão e desigualdades, golpeando especialmente a dignidade humana daqueles que já são considerados não só excluídos e explorados, mas supérfluos e descartáveis” (DGAE, nº 64). Como e com quem a Igreja no Brasil propõe afrontar esse sistema, tornando-o cooperativo?

Em suas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, a Igreja confia às “Comunidades Eclesiais Missionárias” o protagonismo de estilos mais autênticos de vida comunitária e de ações que propiciem o avanço da sociedade em direção à “economia de comunhão” proposta pelo Papa Francisco. Ela se mostra cada vez mais clara neste propósito a ser implementado no diálogo social. Os demais setores da sociedade que se pretendem comunitários, estariam dispostos a trilhar esse mesmo caminho? O que, afinal, cada um deles propõe e se propõe?

 
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