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O Poder Simbólico: economia solidária como espaço de resistência. [Joseanair].

 


Joseanair Hermes

Assessora de Economia Solidária da Cáritas Brasileira 


O modo de produção capitalista estabelece, em sua estratégia de dominação e exploração, o endeusamento do mercado, o qual passa a ser em seu juízo, incontestável, imutável, inegável e imprescindível para o “bom” funcionamento da sociedade. Diante deste contexto, a maior parcela da população mundial encontra-se cada vez mais excluída dos processos sociais, econômicos e políticos, ocasionando, principalmente em países do terceiro mundo e em desenvolvimento, um círculo vicioso de desemprego, miséria, fome e barbárie. A Economia Popular Solidária é uma alternativa de contrapor esse modelo e de questionar o modo de produção capitalista, o qual baseia-se em iniciativas de solidariedade e cooperação entre seus membros, como forma de resistência ao mercado capitalista e na tentativa de gerar trabalho e renda para esta parcela excluída da sociedade.

Neste processo de construção da Economia Popular Solidária, vários grupos de mulheres têm se organizado, cada vez mais, em todo o Brasil, com o intuito de modificar e gerar melhorias na vida das mulheres e proporcionar a busca da igualdade de gênero e contribuir para a emancipação feminina.

As diferentes condições em que vivem homens e mulheres não são ocasionadas pela diferença biológica existente entre ambos, mas sim pelas construções sociais e econômicas, as quais geraram uma relação social de sexo. Estas diferenças são observadas no mundo do trabalho através da divisão sexual do trabalho, sendo o trabalho hierarquizado. As relações de gênero são sustentadas e estruturadas por uma rígida divisão sexual do trabalho, onde o trabalho masculino ainda é, na sua maioria, mais valorizado que o feminino.

Sob a ótica das relações de gênero e emancipação feminina, a Economia Popular Solidária pode contribuir de várias formas: a) para aliviar o cotidiano das mulheres, pois estas partilham o peso de suas “obrigações”, contribuindo para uma melhor articulação entre a vida familiar e profissional; b) no contexto de trabalho solidário, as mulheres contam com espaços de discussão privilegiados para expressar reivindicações e pressionar efetivamente as autoridades públicas para a construção de políticas públicas de gênero, ajudando assim, no desenvolvimento da capacidade da mulher contribuir para as mudanças sociais e institucionais mais favoráveis para elas; c) viabiliza o acesso ao crédito e d) proporciona a emancipação financeira da mulher. Enfim, dentro da Economia Popular Solidária o maior desafio é transformar as relações interpessoais e de gênero, ao mesmo tempo em que se buscam mudanças estruturais na sociedade, na economia e na cultura.

 
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