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II CONGRESSO LAUDATO SI E GRANDES CIDADES

 

 

Aconteceu nos dias 13 a 15 de julho, no Rio de Janeiro, o II Congresso Internacional Laudato Si e Grandes Cidades, nas dependências da Mitra Arquidiocesana, organizado pela Arquidiocese do Rio de Janeiro e Fundação Antoni Gaudi. Os Cardeais Orani João Tempesta (arcebispo do Rio de Janeiro), juntamente com Dom Lluís Martínez Sistach (arcebispo emérito de Barcelona e presidente da Fundação Antoni Gaudi para as grandes cidades),  representante do Ministério do Meio Ambiente e diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu Grillo, participaram da mesa de abertura.

No decorrer do evento foram abordados temas como: Água (acesso, qualidade, poluição), Ar (poluição, efeitos da poluição sobre a saúde, medidas para reduzir a poluição do ar), resíduos urbanos (lixo, impactos ambientais e sociais dos resíduos, gestão dos resíduos urbanos e industriais), reflexões éticas sobre os problemas que envolvem a água, ar e resíduos do solo urbano.

A presença de cientistas, pesquisadores, de diversos países, com olhares e dados científicos da realidade foi de grande importância para compreender essas implicações envolvendo o tema, tão pertinente abordado pela Encíclica Laudato Si.

Destaco algumas falas de alguns conferencistas e painelistas do Congresso:

1.      “Há necessidade de mudanças estruturais, mas a primeira mudança é a consciência”, destaca o Dr Pedro Oyola, do Centro Mario Molina, no Chile.  Esse pesquisador nos mostrou como o inverno no Chile tem um impacto grande no clima, com a poluição com a fumaça que sai das lareiras das casas.

2.      A Drª Maria Neira, do departamento de saúde publica e meio ambiente  da OMS, na Suíça, nos impactou ao dizer que “6,5 milhões de pessoas morrem por ano por problemas do ar que está respirando”. O mundo gasta 96,4% da saúde no tratamento de doenças, e apenas 3,6% na prevenção de doenças.

3.      O Drº Marcel Narea, da PUC de Valparaiso, do Chile, nos provocou ao falar dos resíduos urbanos, “30% da produção dos nossos alimentos terminam no lixo”. O problema do tratamento inadequado dos resíduos é um dos grandes problemas no mundo. Disse ele, “a desigualdade social e a degradação são as duas principais causas da destruição do planeta”.

4.      O Arcebispo Marcelo Sánchez Sorondo, Chanceler da Pontifícia Academia de Ciências, de Roma, destacou que “com a Laudato Si, o Papa Francisco inscreve o conceito de Ecologia Integral na Doutrina Social da Igreja”. “A Laudato Si não é uma Encíclica verde (como alguns chamam), mas uma Encíclica Social”.

 Estiveram presentes na coordenação do Congresso, os Cardeais do Brasil: Dom Orani (RJ), Dom Odilo (SP), Dom Claudio (emérito SP), Dom Sergio (Brasília), além do Cardeal Dom Lluís Martínez Sistach (Arcebispo Emérito de Barcelona).  

O Papa Francisco enviou uma mensagem a todos os participantes do Congresso os três "R" (Respeito, Responsabilidade e Relação) que ajudam atuar de forma conjunta diante dos imperativos mais essenciais de nossa convivência. Confira na íntegra:

 

Mensagem do Papa Francisco aos conferencistas e participantes do II Congresso Internacional Laudato Si e Grandes Cidades

A sua Eminência o Cardeal Lluis Martínez Sistach

Arcebispo emérito de Barcelona

Vaticano, 12 de junho de 2017.

 

Querido irmão,

O saúdo atentamente, como também a todos os que participam do evento: Congresso Internacional “Laudato si e Grandes Cidades”.

Na Carta encíclica Laudato si faço referência a varias necessidades físicas que o homem de hoje tem nas grandes cidades e que necessitam ser afrontadas com respeito, responsabilidade e relação. São três “R” que ajudam atuar de forma conjunta diante dos imperativos mais essenciais de nossa convivência.

respeito é a atitude fundamental que o homem há de ter com a criação. Esta a recebemos como um dom precioso e devemos esforçar-nos para que as gerações futuras possam seguir admirando-a e desfrutando-a. Este cuidado devemos ensiná-lo e transmiti-lo. São Francisco de Assis afirmava em seu Cântico às criaturas: “Louvado sejas, meu senhor, pela irmã água, a qual é muito útil, humilde, preciosa e casta”. Nestes adjetivos se expressa a beleza e importância deste elemento, que é indispensável para a vida. Como outros elementos criados, a água potável e limpa é expressão do amor atento e providente de Deus por cada uma de suas criaturas, sendo um direito fundamental, que toda sociedade deve garantir (cf. Laudato si, 30). Quando não se lhe presta a atenção que merece, se transforma em fonte de enfermidades e sua escassez põe em perigo a vida de milhões de pessoas. É um dever de todos criar na sociedade uma consciência de respeito por nosso entorno, isto beneficia a nós e as gerações futuras.

responsabilidade diante da criação é o modo com o qual devemos atuar com ela e constitui uma de nossas tarefas primordiais. Não podemos ficar com os braços cruzados, quando advertimos uma grave diminuição da qualidade do ar ou o aumento da produção de resíduos que não são adequadamente tratados. Essas realidades são consequência de uma forma irresponsável de manipular a criação e nos chamam a exercer uma responsabilidade ativa para o bem de todos. Além disso, comprovamos uma indiferença diante da nossa casa comum e, lamentavelmente, diante de tantas tragédias e necessidades que golpeiam a nossos irmãos e irmãs. Essa passividade demonstra a “perda daquele sentido de responsabilidade pelos nossos semelhantes sobre a qual se funda toda a sociedade civil” (Laudato si, 25). Cada território e governo deveria incentivar modos de atuar responsáveis em seus cidadãos para que, com criatividade, possam atuar e favorecer a criação de uma casa mais habitável e mais saudável. Colocando cada um o pouco que lhe corresponde em sua responsabilidade, se estará ganhando muito. 

Se observa nas grandes cidades, como também nas zonas rurais, uma crescente falta de relação. Com independência da causa que o produz, o fluxo constante de pessoas gera uma sociedade mais plural, multicultural, que é um bem, produz riqueza e crescimento social e pessoal; porém, também faz que esta sociedade seja cada vez mais fechada e desconfiada. A falta de raízes e o isolamento de algumas pessoas são formas de pobreza, que podem degenerar em guetos e originar violência e injustiça. Contudo, o homem está chamado a amar e ser amado, estabelecendo vínculos de pertença e laços de unidade entre todos os seus semelhantes. É importante que a sociedade trabalhe conjuntamente em âmbito político, educativo e religioso para criar relações humanas mais cálidas, que derrubem os muros que isolam e marginam. Isto se pode conseguir através de grupos, escolas, paróquias, etc., que sejam capazes de construir com sua presença uma rede de comunhão e de pertença, para favorecer uma melhor convivência e conseguir superar tantas dificuldades. Dessa maneira, “qualquer lugar deixa de ser um inferno e se converte no contexto de uma vida digna” (Laudato si, 149).

Peço a intercessão da Virgem Santa, Rainha do céu e da terra, por essas jornadas de estudo e de reflexão. Que seu conselho e guia oriente suas decisões em favor de uma ecologia integral que proteja nossa casa comum e construa uma civilização cada vez mais humana e solidária.

Por favor, lhes peço que rezem por mim e peço ao Senhor que vos abençoe.

 Questões para refletir: 

  1. Como você pode difundir a Laudato SI nos espaços onde você atua?
  2. O problema ambiental toca a sua consciência?
  3. Você separa o lixo na sua casa? Es capaz de colocar o lixo na lixeira na rua? Luta por política pública efetiva no tratamento da água, saneamento básico, poluição, destino do lixo? 
  4. Como você trata os Recicladores de materiais descartados? 

Nota: Segundo o Cardeal Dom Lluís Martínez Sistach, será compilado e público o material apresentado e discutido no Congresso, pela Fundação Antoni Gaudi.

 

 
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