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Mensagem da Pastoral Operária Nacional às Trabalhadoras e Trabalhadores

 

 

 

São Paulo, 1º de maio de 2020

 


Mensagem da Pastoral Operária Nacional às Trabalhadoras e Trabalhadores

Livrai o explorado da mão do opressor (Jr 21,12).

 

A luta das trabalhadoras e dos trabalhadores ao longo da história quase sempre foi contra a opressão no mundo do trabalho. Em diversos tempos e características diferentes, desde a escravidão das negras e negros até os novos arranjos do trabalho, no sistema capitalista, que também podem ser chamados de escravidão de novos tempos ou trabalho análogo à escravidão, no campo e na cidade.

As mudanças que vêm acontecendo no mundo do trabalho não dizem respeito à melhoria de vida, das condições laborais, de salário, de segurança, de qualidade de vida, de justiça no mundo do trabalho. Elas atendem claramente aos interesses do capital financeiro, dos grandes empresários, mercantilistas, muito opressores, para que possam explorar “sem culpa” e acumular sem partilha. As ações que atentam contra a dignidade dos autores do trabalho são as mesmas que produzem menos vida e que se erguem em torno de um sistema que produz morte.


A pandemia da COVID-19 (coronavírus) alarga a ferida do sistema capitalista que é a própria classe trabalhadora desempregada, na informalidade e sem proteção. Nesse momento acompanhamos patrões em carros de luxo fazendo passeatas pedindo o fim do isolamento social e o retorno das trabalhadoras e dos trabalhadores aos postos de trabalhos, aos transportes públicos superlotados, além do que já enfrentam com a falta de moradia digna e acesso a saneamento básico. Por outro lado, as trabalhadoras e trabalhadores que continuam em seus empregos, por que são imprescindíveis, como a área da saúde, do mercado alimentício, vivem o drama da desproteção. O que sobrará após a pandemia? Preocupa-nos o cenário futuro com mais desemprego e redução de postos de trabalho, a negação de direitos, redução de salário, trabalho intermitente e precarizado. Os danos ficarão com a classe trabalhadora que produz a riqueza do país e não com as empresas. Isso é injusto, imoral e perverso. 


Dedicamos nossa solidariedade e aplausos a todas e todos os profissionais de categorias imprescindíveis e mal pagas. Profissionais no campo da saúde, na área de limpeza, seguranças, porteiras/os, motoristas, caixas de supermercados, voluntárias/os de ações sociais. Os menos remunerados e mais expostos aos riscos, além de terem menos estrutura doméstica e contarem com mais despesas em casa. Essas e esses que não recebem aplausos nos hospitais e nem das janelas de apartamentos. 


Nossa solidariedade também vai às trabalhadoras e aos trabalhadores informais pelos aplicativos, catadoras e catadores, vendedoras e vendedores ambulantes, artistas de circo e praças, diaristas, trabalhadoras domésticas, dentre tantas outras categorias que estão em trabalho precário, todavia são imprescindíveis para seu sustento.


Participamos de diversas ações de solidariedade entre mulheres e homens do trabalho, para não deixar que outras famílias passem fome. Nossa força se destaca, na coletividade, no cuidado com a outra e com o outro da sua comunidade, solidária com sua classe. São sinais de esperança que nos fazem acreditar e lutar. São essas ações que devem prevalecer no pós-pandemia, porém numa luta mais forte com a proteção, garantia e defesa de direitos. É necessário combater a hegemonia opressora do sistema capitalista. Os direitos trabalhistas e o SUS (Sistema Único de Saúde) devem ser bandeiras da solidariedade para a construção da nova sociedade.


Compreender o valor e a força da classe trabalhadora organizada e consciente é fundamental para mudanças nessa estrutura de morte. A força da solidariedade e da coletividade devem continuar pós-pandemia. Fortalecer a organização em mutirão é de fundamental importância para uma mudança social e vida digna.  


Fraterno abraço 

Coordenação Nacional da Pastoral Operária

 
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