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DENUNCIA E ANUNCIO!

 

Membro da PO de São Paulo faz apresentação para 200 pessoas

 

No dia 27 de julho, Gilmar Ortiz da Pastoral Operária da Diocese de Santo André fez uma exposição para 200 pessoas presentes no evento “Dia do/a Cipeiro/a”, que ocorreu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Estavam presentes, cipeiros e cipeiras, lideranças sindicais e políticas da região do Grande ABC.

Gilmar, que é mestre em trabalho, saúde e ambiente e engenheiro de segurança no trabalho iniciou falando sobre a Pastoral Operária e incentivando as pessoas a participarem. Seguiu explicando que a data de 27 de julho, além de ser o Dia do/a cipeiro/a, também é Dia Nacional de Prevenção de Acidentes no trabalho.

No início da década de 70, a iniciativa do Banco Mundial em cortar os financiamentos para o Brasil, caso o quadro de acidentes de trabalho não fosse revertido, resultou na publicação das portarias nº 3236 e 3237, em 27 de julho de 1972 (46). Criava-se assim os Serviços de Segurança e Medicina no Trabalho (SESMT), e a alteração do artigo 164 (CLT), que trata das condições internas de uma empresa, em relação à saúde e a segurança, mas precisamente sobre a atuação e formação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

           

Acidente de trabalho não é culpa da vítima

            Gilmar Ortiz apresentou a Campanha da PO de São Paulo, que está em sua 3ª. edição e traz como tema: “Acidentes no trabalho não é culpa da vítima”. Afirmou que

as empresas tendem a explicar os acidentes de trabalho como sendo culpa do trabalhador. Termos como negligência, imperícia, descuido, erro ou falha do trabalhador são cada vez mais utilizados como sendo as causas dos acidentes. Na verdade, o que as empresas desejam é ocultar as verdadeiras causas dos acidentes e doenças que geralmente estão relacionadas às condições inadequadas de trabalho, organização deficiente e o não cumprimento da legislação.

ATO INSEGURO: ao atribuir a culpa do acidente como sendo um “ato inseguro” do trabalhador, as empresas atuam de forma a tentar se livrar de sua responsabilidade que é a de preservar a saúde de seus empregados.

SENSO COMUM: a mídia em geral atua fortemente na divulgação de assassinatos, mas raramente divulga mortes de acidentes no trabalho e quando divulga, poucas são as informações fornecidas de como ocorreu o acidente. Em muitos casos, nem o nome do trabalhador é mencionado. As reportagens limitam-se a informar que “a empresa está analisando as causas do acidente”, ou pior ainda, quando dizem que “o trabalhador estava utilizando todos os equipamentos de segurança”. Considera-se as mortes no trabalho como se fossem “naturais” ou como se diria popularmente, morte “morrida”, mas poucos se dão conta que a morte no trabalho também é uma morte “matada”, já que foi provocada e  não teria ocorrido se fossem tomadas medidas de proteção.

 

Ação de denúncia e de solidariedade

            Para concluir a exposição, Gilmar citou o acidente ocorrido na empresa Ober e as ações realizadas pelos grupos de PO de Santo André e da região de Campinas em relação ao fato:
               
No dia 24 de Julho de 2018, a Pastoral Operária em uma ação conjunta de vários grupos (Santo André, Campinas, Nova Odessa, Americana, Limeira e Santa Bárbara do Oeste) fizeram uma manifestação na porta da fábrica da empresa Ober S/A, Industria e Comércio, que fica em Nova Odessa/SP.

O Ato teve como motivação a morte de um funcionário, o Sr. José Raimundo Ferreira que teve a sua cabeça decepada por uma máquina tipo “Rosca Alimentadora”. Além da violência da morte, a empresa cometeu uma crueldade sem limites, acusando uma funcionária de ser a culpada pelo acidente. 

A Pastoral Operária distribuiu um boletim em todos os turnos de trabalho (entrada e saída) explicando que o acidente não era culpa da funcionária e sim da empresa, que não cumpriu a lei que exige a proteção das máquinas e que se fosse cumprida teria evitado o acidente.

Além do boletim foi utilizado um carro de som fornecido pelo Sindicato da Construção Civil, onde foi esclarecido para todos e todas os motivos daquela ação. Até a polícia que agiu prontamente quando chamada pela empresa, entendeu a legitimidade do ato.

A PO irá prosseguir com ações que visam cobrar as entidades responsáveis (Ministério Público do Trabalho, Ministério do trabalho, CEREST, Sindicato, Polícia Civil, etc.) para que este assunto seja esclarecido para toda a sociedade. Além desses atos oficiais, estão sendo encaminhados também, atos de solidariedade, como visita à família do acidentado e um possível contato com a funcionária injustiçada pela empresa, acusando-a de ser culpada pelo acidente.

 Por Antonia Carrara, PO Santo André-SP. 

 
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