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Presente todos os dias!

 Santo está conosco todos os dias: na igreja e na sociedade!

Resultado de imagem para santo dias 

Se o grão de trigo não cai na terra e não morre, fica sozinho. Mas, se morre produz muito fruto. (João, 20, 24).

 

A presença de Santo Dias se tornou parte dos nossos dias, em muitos lugares no Brasil. “Semente caída na terra cresceu e deu frutos”. A teimosia e a solidariedade de Santo se tornou exemplo de vida, caminho de fé e luta, gravado para sempre na história.

Dezenas de ruas, escolas, creches, institutos, associações, centros de formação, centros de direitos humanos, recebem o nome de SANTO DIAS. Santo ressuscitou na luta, e continua vivo no coração que pulsa por direitos em defesa da vida.

Resgatando as palavras de Ana Dias (esposa de Santo), na Romaria dos Trabalhadores em Aparecida, em 1989: “O Santo não está morto. Quem matou Santo não matou suas ideias. E nós temos o dever de continuar a sua luta por uma vida mais justa para todos os trabalhadores. Santo vive na luta de todos os trabalhadores brasileiros”. (arquivos da PO outubro/1989). 

Mas, o grande legado de Santo para nós hoje não é apenas o seu nome gravado por todo o país. É sim, seu exemplo Cristão de comprometimento com o Evangelho, com a comunidade, com o trabalho de base. A experiência dele mostra o seu engajamento enquanto cristão militante no movimento e nas comunidades, na ação e na reflexão, na fé e na prática.

Santo nunca foi dirigente sindical, mas sempre esteve na base do trabalho de oposição sindical. O trabalho de base era um dom de Santo Dias. E para nós continua como caminho e desafio na caminhada, de militante cristã/o. 

Confira abaixo a Roda de Conversa para conversa no Grupo. 

RODA DE CONVERSA

 Ambiente: Jornal, cartaz-foto de Santo, fotos de outros mártires, pano vermelho, planta, bíblia. (deixar espaço para inserir fotos de outros mártires durante a conversa, tarjetas para inserir outros nomes trazidos pelos participantes). 

SANTO DIAS, PRESENTE! A LUTA CONTINUA!

(38 anos do seu martírio).

OS QUE LUTAM

Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;

Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;

Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;

Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.

(Bertolt Brecht)

 

Saudação:

 

Em nome do Pai de todos os Povos,

Todos: Nós estamos aqui!

Em nome de Deus de todos os nomes Javé, Obatalá, Olorum, Maíra de tudo, excelso Tupã,

Todos: Nós estamos aqui!

Em nome do Filho, que a todos os povos nos faz ser irmãos e irmãs,

Todos: Nós estamos aqui!

Em nome do Espírito de amor que está em todo amor,

Todos: Nós estamos aqui!

Em memória da páscoa jubilar de Santo Dias da Silva, pastor e mártir da nossa América.

Todos: Nós estamos aqui!

Em nome das vidas doadas pela Vida, doadas pelo Reino, cantamos, Senhor!

 

Canto: Momento Novo

Deus chama a gente prum momento novo

de caminhar junto com o Seu povo.

É hora de transformar o que não dá mais

Sozinho, isolado, ninguém é capaz

 

Não é possível crer que tudo é fácil

Há muita força que produz a morte

gerando dor, tristeza e desolação.

É necessário unir o cordão.

 

Por isso vem entra na roda com a gente também,

você é muito importante.

 

A força que hoje faz brotar a vida

habita em nós pela sua graça.

É ele quem nos convida pra trabalhar,

o amor repartir e as forças juntar.

 

Recontando a história: (O que lembramos da história de Santo Dias? Como era a sociedade? Como era a Classe Trabalhadora na sua época?  O que mudou?).

 

Santo Dias foi operário metalúrgico e membro da Pastoral Operária de São Paulo. Morto pela Polícia Militar quando comandava um piquete de greve, no dia 30 de outubro de 1979, em Santo Amaro, na frente da Fábrica de tubos de televisão Sylvania.

Santo Dias era lavrador, boia-fria, mas foi expulso da terra onde vivia com a família em 1959, no município de Terra Roxa-SP, após participar de um movimento por melhores condições de trabalho, e foi para Viradouro-SP.

Na capital paulista, trabalhou em fábricas e tornou-se um líder operário bastante reconhecido entre os trabalhadores. Em 1978, passou a integrar a Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo e o Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA). Ao comandar um piquete de greve em frente à fábrica Silvânia, em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, foi morto com dois tiros nas costas.

 

Cheguei ao IML. Ninguém podia entrar. Mas eu entrei. Vi o corpo sobre a mesa. Coloquei o dedo na ferida dele e rezei o Pai-Nosso. (Dom Paulo Evaristo).

 

Desde 1979 todos os anos, companheiros e companheiras do Santo Dias e outros que se somaram a esta luta, pintam no chão da rua em frente aonde era fábrica Sylvania a seguinte frase:

 

 

AQUI FOI ASSASSINADO PELA POLÍCIA MILITAR O OPERÁRIO ÀS 14h, SANTO DIAS, NO DIA 30 DE OUTUBRO DE 1979.

 

  ... em seguida caminham até o cemitério, no túmulo onde Santo está sepultado e  celebra-se a missa.

 

 Que outras pessoas também morreram nesse período como Santo Dias?

 

Colocar nesse momento fotos de outros mártires, com seus nomes, e disponibilizar tarjetas e canetas para escreverem outros nomes.

 

 Mantra:

Enquanto se coloca os nomes, pode cantar ou ouvir o mantra a seguir.

 Mataram mais um irmão, mataram mais uma irmã. (2x).

 Mas ele ressuscitará, ressuscitará, ressuscitará!

E o povo não esquecerá, não esquecerá, não esquecerá!

 

Olhar a realidade.... atualizando a história. (se possível fazer recortes de nocias/manchetes de jornais para colocar no cenário nesse momento, relacionados às notícias a seguir).

 

A luta continua... o Estado brasileiro, por meio de sua polícia, milícia, jagunços, continua matando trabalhadores/as no campo e na cidade.

  •  O Caderno de Conflitos no Campo no Brasil, organizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), aponta que em 2016, tiveram 1.295 conflitos por terra, com 61 assassinatos, e 172 conflitos por água.
  • Somente no dia 24 de maio de 2017, 10 trabalhadores rurais foram mortos no Massacre de Pau D’Arco, no estado do Pará.
  • Lembramos a Chacina de Colniza-MT, com 9 mortos, em 19 de abril de 2017.
  •  Em 2017 já são 58 mortes no campo.
  • Relatório da Anistia Internacional (2015) mostra que a Polícia brasileira é a que mais mata no mundo. Mais de 15% dos assassinatos no Brasil tem como autor um policial.
  • Pessoas em situação de rua continuam sendo violentadas pelo Estado.
  • Seguindo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) acidentes de trabalho matam 2,3 milhões de pessoas no mundo. O Brasil tem 700 mil acidentes de trabalho por ano.

Todas as mortes, os conflitos, tem autorização do Estado, quando permite que as leis sejam negociadas por dinheiro. Quando permitem que as investigações não ocorram. Quando juntamente com o judiciário, permitem que os responsáveis fiquem impunes.

 Comentário: E Jesus também não foi morto por causa do Estado? Num conflito entre o poder político e o poder religioso do seu tempo? Vamos relembrar essa história?

 

Iluminação bíblica: João 11, 45—57.

 

Discutir para lutar!

 

1. Qual a semelhança encontramos no relato da morte de Jesus com as situações que causou a morte de Santo Dias e continuam matando lutadores e lutadoras do povo ainda hoje?

 

2. Como podemos nos organizar melhor para enfrentar essa realidade de criminalização dos direitos humanos?

 

Agir é... lutar pelo direito de lutar!

 

A classe trabalhadora ainda teme os conflitos, a criminalização e a violência do Estado. A burguesia ultraconservadora, presente no Estado, nas Igrejas, na Sociedade, destruiu o sentimento da coletividade, da causa comum, de bem comum, em troca do individualismo, egoísmo, egocentrismo para o consumismo, que não permite a partilha, solidariedade, nem a lutar juntos pela mesma causa.

            Nesse lugar também plantou o ódio em relação às pessoas que lutam cotidianamente pela causa comum. O ódio implantado contra a esquerda, contra migrantes e refugiados, contra negros e pobres, índios, mulheres e contra todos/as que lutam pelos direitos humanos.

            A criminalização de lutadores e lutadoras, de movimentos populares, direitos humanos e pastorais sociais populares tem sido algo recorrente na política, na sociedade, e também na igreja. Criminalizam-se pessoas e instituições, como se lutar fosse crime, enquanto aqueles e aquelas que cometem os verdadeiros crimes, massacra os direitos dos povos, sobretudo os mais pobres, roubam os recursos para a implementação de políticas publicas para os/as trabalhadores/as, são ilesos, tratados como heróis, e não são responsabilizados pelos seus atos.

Por outro lado, os bancos nacionais e internacionais saem ganhando os maiores lucros, empresas envolvidas na corrupção continuam ganhando e roubando do povo brasileiro, governos continuam vendendo as riquezas naturais nos Estados e União, e a justiça continua refém daquele que mais lhe convir – financeiramente.

            Empresários, parlamentares, ministros, são pegos com malas de dinheiros, toneladas de drogas, com provas oculares por meio de vídeos, fotos, gravações, e permanecem livres e debochando da população. Enquanto, há militantes sociais presos por estarem nas ruas manifestando, e considerados como “chefe de quadrilhas”.

            É preciso lutar sempre... lutar pelo direito de lutar! E lutar por direitos é defender a vida!

 

“Eu, dentro da minha concepção do porquê viver, acho que a gente vive para transformar alguma coisa. Quer dizer, ter uma atuação num processo de transformação de vida. Eu acho que a gente não pode, dentro da minha concepção de vida, não deve viver simplesmente por viver. Eu acho que tem de viver participando de alguma coisa”. (Santo Dias).

 

Gesto Concreto

 

Motivar as pessoas a acompanhar/solidarizar com outros/as trabalhadores/as e/ou famílias, levando informações sobre a realidade do mundo do trabalho, ou mesmo ajudando em suas necessidades, em seguida convidar para um encontro da Pastoral Operária.

 

Pai Nosso dos Mártires.

 

Preces (espontâneas).

 

Oração

“Que a noite escura da dor e da morte passe ligeira. Que o som de nossos hinos animem nossas consciências e que a luta redima nossa pobreza. Que o amanhecer nos encontre sorridentes, festejando a nossa liberdade.” (Gogó). Amém.

 

Canto: Operário de Sonho Criança.

 

1. Operário de sonho-criança, operário da terra e oficina, operário que um dia se cansa, de esperar por mudanças de cima. Operário esperança que vela, operário suado sem fala, operário algemado na cela, operário calado à bala.

2. Entre nós, órfãos choram carícias de ásperas mãos de ternura, que morre em piquete, vencendo a mão que lhe mata e lhe tortura. Só o rosto do amigo tem nome e lugar numa vida futura a terra e a história consomem o covarde, opressão e a impostura!

 Santo a luta vai continuar, os teus sonhos vão ressuscitar; operários, se unem pra lutar, por teus filhos, vai continuar!

 3. É o gás, é o choque, é a tosse fumaça, cavaco e ferida; é a máquina quieta parada é a greve, o piquete, a polícia. E o peão com sua vida jogada entre a fome e a dor da sevícia.

4. É o sangue que orvalha a justiça, da flor, dá o fruto e o pão. Ternura nas mãos da cobiça se vinga em nova estação. É Santos que a morte não mata soluções de Anas-Marias, nos órfãos que perdem seus pais renascem as idéias, um dia!

5. Na alvorada que nasce impassível o sol nos encontre na estrada em cirandas de gente explorada formando muralha invencível, e então...

Santo, a luta vai continuar, os teus sonhos vão ressuscitar; operários, se unem pra lutar, por teus filhos, vai continuar... teus desejos vão se revelar Santo, a aurora vai chegar!

 
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