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8 De Março Dia Internacional de Luta das Mulheres

 

8 De Março Dia Internacional de Luta das Mulheres


Prefiro Morrer na Luta do que Morrer de Fome!”

Margarida Maria Alves (5/08/33 – 12/08/83)


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Nesse 8 de março, queremos enaltecer as mulheres. Cada uma, na sua época, do seu jeito, semeou a resistência, mudou a história da participação e organização das mulheres na sociedade, no trabalho, na política, nas comunidades em defesa da igualdade de gênero, da justiça e da dignidade do trabalho.

Ressaltamos a força e perseverança de Margarida Maria Alves, líder sindical, assassinada a mando de latifundiários, símbolo de luta e liderança feminina no campo e na cidade. Foi uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de direção sindical no país e a primeira a lutar pelos direitos trabalhistas no estado da Paraíba durante a ditadura militarTornou-se inspiração para milhares de pessoas. Foi a partir de sua luta contra as injustiças sociais, que nasceu a Marcha das Margaridas, sendo a maior ação conjunta de mulheres trabalhadoras da América Latina.

Também mulheres como: Maria Quitéria, Elizabeth Teixeira, Tereza de Benguela, Dandara, Berta Cáceres, Marielle Franco e as protagonistas na história do povo de Deus, que foram canal da graça, força e perseverança.

Além disso, parte das recentes transformações sociais e de luta são encampadas pelas mulheres. Elas se posicionam, reivindicam direitos, resistem, transgridem. Lutam pelos direitos conquistados e ameaçados pelo sistema patriarcal capitalista em uma sociedade ainda machista, racista, preconceituosa, fascista e misógina.

E a luta é constante. Hoje com o processo de precarização no trabalho, diminuição do salário, perdas dos direitos, aumento do desemprego com a reforma trabalhista, o ataque à aposentadoria e ao SUS com a reforma da previdência, atinge de forma cruel e perversa a classe trabalhadora, e de forma mais violenta, a vida das mulheres, resultado da desigualdade de gênero que é um dos eixos das estrutura das diferenças sociais.

Todos os espaços de poder são espaços significativos de desigualdades persistentes de gênero. Ainda que a maioria delas esteja no mercado informal, base de uma pirâmide, onde no topo estão homens brancos, ricos, de ternos bem passados, justamente por estas mulheres da informalidade, essas mulheres alicerces.

 Fonte: Artigo - O teto de vidro e as mulheres nos espaços de poder,

por Yanne Teles; Brasil de Fato; 05 de Março de 2020.

 

Hoje a maioria da classe trabalhadora que está em trabalhos precários, informais, subempregadas, são mulheres. Dentre essas, a maioria são mulheres negras. Além disso, é possível notar que as taxas de desocupação, de subocupação e de subutilização da força de trabalho feminina é substantivamente superior a dos homens

Segundo dados divulgados em agosto de 2019, pelo IBGE, no que diz respeito à taxa de subocupação, há um crescimento mais expressivo para as mulheres do que para os homens.  O IBGE ainda revela que, no segundo trimestre de 2019, existiam no Brasil 28,4 milhões de pessoas cuja força de trabalho está subutilizada, sendo a maioria mulheres (55,3%). Essa maioria na informalidade é sedimentada diariamente pela globalização que agrava a competitividade de gênero advinda culturalmente de uma sociedade que costuma questionar a capacidade da mulher, impedindo que ela atinja o céu do seu sucesso.

Fonte:Artigo - O teto de vidro e as mulheres nos espaços de poder,

por Yanne Teles; Brasil de Fato; 05 de Março de 2020.

Com o desmonte das políticas públicas sociais, o congelamento dos investimentos na saúde, educação e moradia e a privatização de serviços públicos, como creches e educação infantil, todo o trabalho de cuidado acaba sendo jogado para as mulheres. Resultado de um sistema econômico neoliberal violento e excludente.

Segundo a ONU (Organizações das Nações Unidas) “A precarização do trabalho doméstico das mulheres também está cada vez pior. Segundo relatório recente da Oxfam, mulheres e meninas ao redor do mundo dedicam 12,5 bilhões de horas, todos os dias, ao trabalho de cuidado não remunerado. Se fossem remuneradas, isso significaria uma contribuição de, pelo menos, US$ 10,8 trilhões por ano para a economia global, o triplo do valor gerado pela indústria tecnológica, por exemplo.”

Fonte: ONU Mulheres. Artigo - Dia Internacional das Mulheres de 2020

terá como foco a igualdade de direitos. Publicado em 17/12/2019

Para piorar ainda mais, os índices de violência contra a mulher continuam sendo alarmantes. Esse aumento vem como forma de controle, somado ao desmonte das políticas de prevenção e enfrentamento às violências contra as mulheres. Essa assustadora realidade indica a necessidade e importância de políticas públicas específicas, que vai além das políticas de controle da criminalidade urbana. Segundo o Instituto Patrícia Galvão, os casos de feminicídio cresceram em 2019. No Brasil tem um caso a cada sete horas.

O Brasil teve um aumento de 7,3% nos casos de feminicídio em 2019 em comparação com 2018, aponta levantamento feito pelo G1 com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. São 1.314 mulheres mortas pelo fato de serem mulheres – uma a cada 7 horas, em média. É o segundo ano seguido em que o número de mulheres vítimas de homicídios cai, mas os registros de feminicídios crescem no país. Em 2019, houve uma alta de 12% nos feminicídios e uma queda de 6,7% nos homicídios dolosos de mulheres.

Fonte: Artigo - FEMINICÍDIOS CRESCEM EM 2019, E BRASIL TEM 1 CASO A CADA 7 HORAS. Por RanierBragon e Camila Mattoso. (agenciapatriciagalvao.org.br)

 

Os dados demostram que mesmo após anos de luta e resistência das mulheres, ainda há uma construção de que a mulher é inferior, que seu trabalho e sua vida são inferiores aos homens.

Vários obstáculos permanecem inalterados na lei e na cultura. Mulheres e meninas continuam subvalorizadas; elas trabalham mais e ganham menos e têm menos opções; e experimentam múltiplas formas de violência em casa e em lugares públicos. Além disso, há uma ameaça significativa de reversão de ganhos dos direitos das mulheres duramente conquistados.”

Fonte: ONU Mulheres. Artigo - Dia Internacional das Mulheres de 2020

terá como foco a igualdade de direitos. Publicado em 17/12/2019

 

Ainda, uma grande parcela das mulheres cristãs leigas é presença constante nas comunidades de base, no trabalho pastoral, na animação das comunidades, nas coordenações e organizações de diversos serviços de evangelização. Apesar de estarem nesses espaços, infelizmente a presença feminina é pouco valorizada. O Papa Francisco, na Evangelii Gaudium (104), fala “dos legítimos direitos das mulheres, partindo da convicção de que homens e mulheres têm a mesma dignidade...”

Queremos vida. Vida em abundância para nós e para todas as pessoas. Queremos igualdade de gênero, ocupar todos os espaços que nos é de direito, viver sem medo, trabalhar com dignidade e respeito. Somos a semente germinada das Margaridas, Marias, Dandaras e Marielles.

O 8 de março é um símbolo de luta e alerta constante, para resistência. Luta por direitos, por equidade, dignidade e pela vida das mulheres. Também de resgate da força de outras mulheres. Somos as seguidoras e semeadoras. Mulheres se fez e se faz presente nos territórios, presença viva e pulsante na organização e na ação, onde há luta pela sobrevivência tem uma mulher participando, produzindo!

É por essas e outras mulheres, símbolo de força e determinação, e por tantas outras que virão... que estamos aqui, no Dia internacional de luta das mulheres afirmando que permanecemos vivas e ativas! Lutar pelo que foi conquistado e pelo que ainda não conquistamos!


Mônica Fidelis

Pastoral Operária Nacional

 

 

 
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